Gary Bowser é um programador canadense cujo nome já diz tudo, um pouco como certos personagens de quadrinhos/videogames, que também são cenário desta história. Na verdade, pode ter sido pela sua homonímia com o inimigo do Super Mario, o facto é que o pobre Gary acabou na mira da Nintendo.

Para ser franco, Gary Bowser ajudou a modificar os Switches para que pudessem rodar cópias piratas de jogos, dos quais a Nintendo – sabe-se lá por quê – não gostou muito, e agora o “pobre” desenvolvedor se encontra com uma conta enorme para pagar. : Multa de US$ 14,5 milhões.

Dito assim, a notícia pode provocar um sorriso, mas a hilaridade termina aí. Em entrevista ao The Guardian, Bowser contou os detalhes de sua prisão, que parecem ter sido adaptados de um filme de espionagem: ele foi acordado durante a noite por três homens armados com rifles apontados para eleque o prendeu para levá-lo aos escritórios da Interpol.

Desde então, ele cumpriu mais de um ano de prisão, sendo eventualmente libertado por bom comportamento, e terá que pagar dinheiro à Nintendo pelo resto da vida (há até uma campanha de arrecadação de fundos em seu nome).

No final das contas, Bowser não parece ser uma mente criminosa, mas apenas um peão em uma pirâmide maior que ele, que o viu associado ao Equipe Xecuterum “conhecido grupo criminoso internacional”, do qual Bowser parece ter sido apenas um intermediário, pagava algumas centenas de dólares por mês.

Em suma, a Nintendo teria feito dele um exemplo, uma mensagem dirigido a quem quer piratear os seus jogos e consolas, e deste ponto de vista a mensagem não poderia ser mais lapidar. Mas, como costuma acontecer nesses casos, o fogo cruzado não dá desconto a ninguém.