Talvez a melhor maneira de aproveitar ao máximo o potencial dos smartphones topo de linha e premium da atualidade seja usá-los como se fossem PCs. E é por isso que, ao longo dos anos, muitas empresas, como a Samsung e a Motorola, criaram o que comumente definimos como modo área de trabalho ou seja, uma interface Android totalmente redesenhada como se fosse um PC para lembrar os sistemas operacionais mais utilizados em desktops: Windows e MacOS.

Google criou recentemente uma interface nova e mais “familiar” para telas maiores, como tablets e dobráveis, mas é difícil defini-la realmente como um modo desktop, até porque continua a ser projetado principalmente para uso com toque e não com um rato. Porém, o Google já possui seu próprio sistema operacional para PCs: o Chrome OS. A empresa tentou fundir os dois sistemas operacionais no Andromeda OS, mas o projeto morreu em 2017, deixando espaço para o Fuchsia que, no entanto, permaneceu muito marginal nos projetos da empresa.

A notícia de hoje é que parece que uma reaproximação é novamente possível. O Google teria mostrado isso a portas fechadas para alguns de seus parceiros, imaginamos fabricantes de smartphones, mas não temos certeza de uma construção Chrome OS executado em máquina virtual no Android em um espaço seguro, recurso implementado pela primeira vez no Android 13. A empresa teria mostrado a possibilidade de um smartphone Pixel rodar via saída de vídeo USB-C (agora que também está disponível no Pixel 8).

Autoridade Android ela conseguiu executar esta compilação nela Pixel 7 Pro (que no entanto não tem lançamento em vídeo) confirmando que este desenvolvimento não é apenas um boato.

É impossível prever se esta inovação terá um impacto real nos smartphones Pixel do futuro, bem como nos de outras marcas. O fato é que a ideia de um Android verdadeiramente completo também do ponto de vista do uso profissional está um pouco menos distante.